Exímio navegador, Vasco da Gama foi desde a juventude encarregado de várias missões por d. João II. Em 1497, o sucessor deste, d. Manuel, o escolheu para comandar a expedição que completaria o caminho marítimo para a Índia.
Partindo do Tejo em julho do mesmo ano, a armada compunha-se das naus S. Gabriel e S. Rafael, e da caravela Bérrio, comandadas respectivamente por Vasco da Gama, seu irmão Paulo da Gama e Nicolau Coelho. Deixando as ilhas de Cabo Verde em 3 de agosto, a frota navegou por mais de três meses até dobrar o cabo da Boa Esperança, em 18 de novembro. Após contornar a costa africana, na qual fez várias escalas, alcançou a região de Moçambique.
O bom acolhimento dispensado aos portugueses, confundidos com turcos, logo se transformou em ódio quando se percebeu que eram cristãos. Vasco da Gama seguiu então para Melinde, onde conseguiu um excelente piloto indiano, com a ajuda do qual a frota portuguesa conseguiu chegar em segurança a Calecute, na Índia.
Lá Vasco da Gama entregou ao samorim uma carta de d. Manuel oferecendo aliança e trato comercial. As negociações, no entanto, não foram bem-sucedidas. Insatisfeito, o navegador português mandou bombardear e saquear a cidade.
A atribulada viagem de volta começou em 5 de outubro de 1498. No caminho, a nau S. Rafael teve de ser queimada, e Paulo da Gama morreu vítima de uma doença. Vasco da Gama, porém, conseguiu alcançar Lisboa em agosto de 1499, demonstrando a viabilidade da navegação para a Índia.
Como recompensa, foi enobrecido e nomeado almirante do mar da Índia. Em 1502, depois da chacina dos homens de Pedro Álvares Cabral e do saque da feitoria portuguesa em Calecute, o almirante retornou à Índia para tomar satisfações do soberano local. Após firmar aliança com os soberanos de Cochim e Cananor, retornou a Portugal em 1504.
Vinte anos depois, já como conde da Vidigueira, e investido por d. João III do título de vice-rei, Vasco da Gama voltaria mais uma vez ao Oriente, com poderes para impor a ordem e castigar os abusos de fidalgos lá estabelecidos. Em 1524, desembarcou em Cochim, mas logo caiu doente e morreu. Era casado com d. Catarina de Ataíde, com quem teve sete filhos.
Fonte..:: História do Brasil



