Santa Cruz dos Navegantes em Cores: Transformação Cultural e Social através da Arte em Defesa do Meio Ambiente

No dia 26 de junho, o Bairro Santa Cruz dos Navegantes, no Guarujá, estará em festa. Mais de 500 litros de tinta serão utilizadas na transformação Cultural e Social através da arte em defesa do Meio Ambiente!

O responsável pelo evento é o artista plástico e ambientalista Alexandre Huber, santista de 36 anos, que há anos dedica sua arte na busca pela conscientização e preservação do ambiente marinho. “Poder concretizar o Projeto Santa Cruz em Cores será uma alegria enorme. Após quase dois anos de planejamento, nunca desisti da idéia de utilizar a minha arte na transformação cultural e social do bairro. As cores serão o cartão de visita para que a comunidade dê continuidade ao projeto, alie seus atrativos e suas belezas naturais para encantar os futuros visitantes, através de seu artesanato caiçara e suas comidas típicas. Estar junto, principalmente, com as crianças e jovens moradores locais, é uma oportunidade única de estar educando, colorindo e preservando!!” comenta Huber.

A Secretaria de Turismo do Guarujá, liderada pela diretora Sílvia Cabral, destaca a importância do Santa Cruz em Cores. “Além de tornar o local mais atraente sob o ponto de vista turístico, será uma grande oportunidade de implantar o Programa Turismo Ecológico de Base Comunitária, onde 25 jovens moradores do bairro já nomeados Monitores locais receberão capacitação para o desenvolvimento de diversas atividades em prol de toda a comunidade, acompanharão os turistas em visitas monitoradas às trilhas da Praia dos Navegantes, Praias do Góes e Praia do Sangava,além de passar inúmeras curiosidades históricas do bairro e da Fortaleza da Barra, cartão postal nacional.

A ação terá início às 9 horas. Coordenados pelo artista, onde centenas de moradores e comerciantes locais pintarão suas fachadas com as mais variadas cores sob a forma de mutirão. Paralelamente o Instituto EcoFaxina irá organizar sua 26ª Ação Voluntária EcoFaxina com o apoio de dezenas de remadores de Stand Up Paddle da equipe SUP Consciente sempre dispostos em atuar a favor do meio ambiente.

Estarão presentes também 40 homens do Exército Brasileiro colaborando com ações ambientais à favor dos moradores do Santa Cruz dos Navegantes, exposição em tendas da Secretaria de Turismo com a cooperativa Cooperilha, padaria comunitária e diversas entidades ligadas a preservação ambiental.

O artista plástico Alexandre Huber conta com o apoio das tintas Eucatex, responsável pela doação dos 500L de tinta, da Pincéis Tigre, responsável por todos os rolos é utensílios a serem utilizados na ação, e também pela da Gato Preto e Souza Telas e acessórios, empresas que acreditam que arte é a forma mais fácil de buscar a conscientização ambiental e social à favor de nossas crianças.

..:: Santa Cruz dos Navegantes

É notória a situação de calamidade que assola os manguezais onde o homem vive em moradias chamada “palafitas”, em função da falta de saneamento básico e educação ambiental, entre outros problemas. Geralmente estas pessoas não ganham mais do que um salário mínimo para sustentar sua família.

Não é diferente o bairro Santa Cruz dos Navegantes, na cidade do Guarujá. Vítima de um dos maiores abismos econômicos, entre pobres e ricos, em uma situação degradante vivem 22.000 pessoas, isoladas pelo manguezal e o canal do portuário.

A comunidade de Santa Cruz dos Navegantes, no Guarujá é conhecida desde 1502, quando as primeiras expedições portuguesas começaram a aportar na Ilha de Santo Amaro, foi habitada até 1970 por caiçaras, pescadores artesanais, originários, principalmente, do Norte e Nordeste do país. No início dos anos 80, passou a ser habitada por pessoas de diferentes ocupações que necessitavam de lugar de baixo custo para moradia. Algumas famílias inteiras trabalham na pesca do marisco, principalmente as que moram perto do mangue. A população é de cerca de 20 mil pessoas, sendo que grande parte desta população reside em palafitas sobre o mangue.

A grande maioria (60,88%) exerce atividades formais e os rendimentos mensais estão em torno de 1 a 3 salários mínimos. Em atividades informais encontram-se cerca de 20% da população, sendo que 79% destes recebe até 2 salários. A renda per capita gira em torno de 0,5 a 1 salário mínimo. A questão do lixo é uma das maiores problemáticas enfrentadas por esta comunidade, pois falta de educação ambiental muitos moradores acabam por jogar seu lixo direto no manguezal.

Fonte..:: EcoFaxina por e-mail.

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