HISTÓRIA da PONTE DOS BARREIROS (Ponte Jornal A Tribuna): + Fotos Antigas e Vídeo (Canal dos Barreiros)

A Ponte dos Barreiros (oficialmente Ponte Jornal A Tribuna) é um complexo viário composto por uma ponte rodoviária e outra ferroviária que ligam a região insular à área continental de São Vicente, transpondo o Canal dos Barreiros.
..:: 1ª Ponte (1914-1952)
A ponte foi construído pelos ingleses da Southern San Paulo Railway, como parte da ferrovia Santos-Juquiá, que liga o Vale do Ribeira ao Porto de Santos, transpondo o canal que separa a área Continental da região insular da Ilha de São Vicente, onde o porto está localizado. Em 31 de maio de 1911, o governo de São Paulo aprova o projeto da ponte apresentado pela empresa Brazilian Railway Construction Company Ltda., de estrutura metálica, através do Decreto 2059/1911. A construção sobre o Canal dos Barreiros foi considerada a obra mais demorada, pois foi estaqueada com eucaliptos vindos do Paraná por via marítima. Esse mesmo tipo de construção de ponte foi adotado na travessia do Rio Itanhaém. A ponte, com estrutura metálica importada da Europa, foi concluída em fins de 1911. A viagem inaugural da ponte, que contou com a presença do presidente do estado Manuel Joaquim de Albuquerque Lins e de políticos como o deputado estadual Washington Luís, Olavo Egídio de Sousa Aranha e Antônio de Pádua Sales, ocorreu em 25 de abril de 1912.
Em 17 de janeiro de 1914, foi inaugurada o primeiro trecho da linha ferroviária entre Santos e Conceição do Itanhaém, a qual a ponte fazia parte. Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a linha e a entregou à Estrada de Ferro Sorocabana e o trecho entre Santos e Samaritá foi incorporado à Linha Mairinque-Santos, ampliando o tráfego na ponte.
Foto antiga Ponte dos Barreiros São Vicente de 1938
..:: Modernização da Ponte (1952)
Com o crescimento do tráfego, a antiga ponte torna-se obsoleta, requerendo sua modernização. Em abril de 1951, uma comissão de deputados estaduais realiza uma inspeção e atesta a necessidade de substituição da velha ponte metálica. Um estudo indica que a construção de uma nova ponte custará Cr$ 140.000.000,00 enquanto que a modernização da estrutura existente custará Cr$ 10.000.000,00. Dessa forma, a Sorocabana opta pela modernização da ponte, desmontando parte da estrutura metálica e construindo novos pilares de concreto. As obras, que deveriam ser concluídas em meados de 1953, atrasam e só são encerradas em 1955.
Composição de carga atravessando a Ponte dos Barreiros nos anos 1960, 
sentido Vila Margarida -Samaritá. 
..:: Ponte Rodoviária dos Barreiros
Apesar da construção da Rodovia dos Imigrantes em 1976, o distrito Samaritá permanece isolado, despertando protestos de moradores contra a falta de infraestrutura. Em 1981, o DER-SP investiu num projeto de ponte rodoferroviária para atender o distrito. Para realizar a obra, o governo paulista contaria com um financiamento federal da EBTU (dentro do projeto Aglomerados Urbanos -AGLURB), que acabou não autorizado. No ano seguinte, lideranças populares entregam um abaixo assinado com 45 mil assinaturas de moradores de São Vicente pleiteando a obra da ponte rodoviária.
Os vereadores da Câmara Municipal de São Vicente aprovaram na íntegra o Projeto de Ocupação e Uso do Solo do distrito de Samaritá no dia 12 de dezembro 1985. O projeto foi elaborado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional – CDH. O estudo da CDH é uma das exigências do Secretário de Planejamento do Estado, José Serra, para a construção da ponte sobre o canal dos Barreiros. Prevê um processo de ocupação para o distrito totalmente disciplinado, como nunca ocorreu na Baixada Santista. Todas as áreas de mangue, as encostas da Serra do Mar e os cursos d’água, não podem mais, serem tocados ou destruídos. Os loteamentos a serem implantados na zona urbana proporcionarão a criação de núcleos com alto padrão de preservação ambiental e infra-estrutura aos habitantes (A TRIBUNA, 1985). Apesar da aprovação do Projeto de Ocupação e Uso do Solo, a ocupação concreta da Planície de Samaritá, assim como do bairro Quarentenário e da Vila Ponte Nova, se deu de maneira desordenada. “Entre esses problemas estão a falta de infra-estrutura para acolher a população, que aumentou rapidamente devido a ligação à área insular pela ponte dos Barreiros, e a poluição, que contribuiu para a degradação da área” (BOLIGAN, 1999).
Em 1987, a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (CODESAVI / órgão da municipalidade), na DERSA e o DER-SP contratam a construtora Camargo Corrêa para construir a ponte rodoviária dos Barreiros. 
Na década de oitenta havia apenas algumas chácaras na região, se intensificando a ocupação a partir da década de noventa, com o término da obra da Ponte dos Barreiros, facilitando o acesso a região. “Quando as primeiras investigações foram feitas, em 1988, havia poucas casas, uma das quais era habitada por uma senhora há mais de dezessete anos” (SILVA, 1998).

Em 1990, a obra estava parada e prestes a ser retomada. A obra foi realizada com frequentes paralisações por falta de recursos, tendo sido inaugurada em 1995.
A ponte serviu o transporte ferroviário de passageiros até julho de 1999 com o Trem Intra Metropolitano da FEPASA, e ao transporte de cargas até janeiro de 2003 quando o trecho entre Santos e Samaritá foi totalmente desativado.

..:: VLT
A partir de (2019 ? Será?), a ponte ferroviária (de 600 m de comprimento e 4,60 m de largura) será reformada pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), que pretende utilizá-la na extensão da Linha 1 do VLT da Baixada Santista, que está reaproveitando por completo o leito ferroviário do trecho Santos-Samaritá.

..:: Qual o Motivo do Nome Barreiros:


Antônio Luiz Barreiro grande bananicultor vicentino vendia sua produção para São Paulo e exportava bananas para a Argentina e Uruguai. Como a exportação era feita de trem, decidiram colocar o nome da ponte de ponte dos Barreiros, por causa do grande volume de banana exportada.

A região do Japuí era quase toda de Antônio Luiz Barreiro. E como não tinha escola naquela região, ele doou um terreno pra prefeitura e, em homenagem, colocaram o nome dele também na escola.





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