Aeroporto Itanhaém SP: Voos comerciais podem começar em 180 dias

ROTA DO PETRÓLEO – Representantes das empresas aéreas Trip e Passaredo destacaram o potencial da Cidade e a perspectiva com o incremento das atividades do pré-sal.

As empresas aéreas Trip e Passaredo demonstraram claro interesse de trazer voos comerciais para o Aeroporto Regional Dr. Antônio Ribeiro Nogueira Júnior, de Itanhaém. A informação foi confirmada durante uma reunião com representantes da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo (Abetar) e do 4º Comando Aéreo Regional (IV Comar), com o prefeito João Carlos Forssell, realizada hoje (11) no Paço Municipal Anchieta.

Segundo o prefeito João Carlos Forssell, os representantes da empresa Trip sinalizam com a possibilidade de iniciar voos comerciais no aeroporto itanhaense desde que sejam feitas as adequações necessárias em sua infraestrutura. “Estamos trabalhando para que os primeiros aconteçam nos próximos 180 dias”, afirmou.

O presidente da Abetar, Apóstolo Lázaro Chryssafidis, o Lack, ressaltou o potencial que a Cidade representa, por já servir como ponto de base para a Petrobras. “O mais importante é que as empresas já manifestaram interesse em participar de uma eventual implantação de voos comerciais. Acho que é coerente colocar Itanhaém na chamada rota do petróleo. E o aeroporto tem uma característica regional, pois poderia concentrar as operações aéreas da Baixada Santista”.

O gerente da Trip, Ronaldo Veras, explicou que a empresa acabou de implantar operações aéreas ligando Macaé, no Rio de Janeiro, com São José dos Campos, em São Paulo. “A nossa intenção é colocar Itanhaém nesse circuito. Mas para isso será preciso fazer algumas pequenas ações na brigada de incêndio e em outros setores no aeroporto. São intervenções bem simples, que o órgão responsável, no caso, o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), certamente irá providenciar no tempo exato”.

Ronaldo Veras destacou que a condição geográfica de Itanhaém é extremamente favorável para o empreendimento. “As normas da Agência Nacional de Aviação Comercial (Anac) são bastante rígidas e terão que ser cumpridas a risca. Mas só o fato de estarmos organizados e mostrando interesse de implantar os vôos é um ponto mais do que positivo. Estamos muito confiantes”.

CENTRO DE NEGÓCIOS – O prefeito João Carlos Forssell reafirmou a disposição de criar um centro especial de negócios voltados para a prestação de serviços, com dois milhões de metros quadrados. Um dos espaços que está em estudo fica no Suarão. A proposta consiste em seguir um padrão semelhante ao adotado pelo Município de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, que criou uma zona especial de negócios para atender o setor ligado ao petróleo e gás.

“Somos a Cidade da Baixada Santista com o maior número de áreas livres para crescimento urbano. Mas isso precisa ser bem planejado para que não ocorram impactos negativos no futuro”, sentenciou o chefe do Executivo.

Segundo um estudo divulgado pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), o Município detém 4,9 mil hectares de áreas adequadas ou adequadas com restrições, conhecidas também como espaços vazios urbanos de interesse. A Região Metropolitana da Baixada Santista possui, de acordo com a Emplasa, 12,2 mil hectares livres.

Também participaram da reunião Afonso dos Santos e Debaalbeck Costa, da empresa Gespi (especializada em manutenção de aeronaves, que já se dispôs a construir um hangar em Itanhaém), e Marcos Clare, da BR Aviation (que já atua em Itanhaém no abastecimento de aeronaves), além de técnicos da empresa Passaredo, do representante do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), José Antônio da Fonseca.

Além do coronel Jorge Tebicherane, do IV Comar, e do tenente-coronel De Marchi, do Serviço Regional de Proteção ao Voo do Estado de São Paulo que colocaram os setores a disposição para eventuais ações de fiscalização e consultoria para ajudar a preparar o aeroporto.

Fonte..:: Prefeitura de Itanhaém 

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