Prefeitura e construtora apresentam complexo comercial e hoteleiro no Valongo.
Santos vai ganhar um novo cartão-postal: o Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo, que seria construído pela Odebrecht em um terreno de 3.892 m², localizado na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, próximo à futura sede da Petrobras, no bairro do Centro Histórico.

Primeiro empreendimento hoteleiro na área abrangida pelo programa de revitalização Alegra Centro, o projeto foi apresentado na tarde desta segunda-feira (14), no Salão Nobre da Prefeitura de Santos.
O projeto
Com 2.160 m² de área construída, o empreendimento contemplava duas torres, denominadas “asas” em função de sua arquitetura, com 21 pavimentos.
O complexo abrigaria:
- 329 salas comerciais, com áreas entre 42 m² e 115 m²;
- um hotel Ibis, da rede francesa Accor, com 240 apartamentos;
- 479 vagas para veículos;
- lojas e outros espaços comerciais.

▶️ Novo impulso para o Alegra Centro
Para o então prefeito João Paulo Tavares Papa, o projeto chegava em um momento estratégico, contribuindo para dar novo impulso ao programa Alegra Centro.
O programa era considerado, segundo órgãos de proteção do patrimônio citados na reportagem, um dos projetos de revitalização histórica de maior destaque no país.
O prefeito também lembrou o processo de instalação da Petrobras no Valongo e destacou a importância da união entre ações do poder público e atração de investimentos da iniciativa privada para a revitalização da região central.
▶️ Novo perfil para o Valongo
O então secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, afirmou que o projeto da Odebrecht seria o primeiro grande complexo da região central com potencial para modificar o perfil do Valongo.
Ele também mencionou o projeto Porto Valongo Santos, destinado à revitalização da área dos armazéns 1 a 8, considerada a mais antiga do porto.
Segundo as informações divulgadas na época, o projeto representava R$ 513 milhões em investimentos privados para a implantação de um complexo com áreas de lazer, estrutura náutica, centro de negócios, bares, restaurantes, galerias de arte e o Instituto Oceanográfico da USP, entre outros equipamentos.
Esse investimento não incluía a construção de um terminal de cruzeiros marítimos destinado a receber três dos maiores navios então em construção no mundo.
▶️ Resultados da revitalização
O então secretário de Planejamento e presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Bechara Abdalla Pestana Neves, destacou que o projeto chegava em um momento no qual o Alegra Centro apresentava resultados importantes.
De acordo com os números divulgados na época, o número de imóveis vazios havia sido reduzido em 60%, enquanto haviam sido registradas 490 restaurações e um incremento de 65,5% nos negócios na região central de Santos.
▶️ Geração de empregos e investimentos
Marcelo Arduim, diretor da regional da Odebrecht em Santos, afirmou que a empresa estudava a proposta havia aproximadamente um ano e que buscava desenvolver um projeto considerado emblemático para a cidade.
Segundo ele, a obra poderia gerar até 350 postos diretos de trabalho, além de três a quatro empregos indiretos para cada vaga direta.
A estimativa divulgada na ocasião apontava ainda para uma arrecadação municipal de aproximadamente R$ 1 milhão em ISS (Imposto Sobre Serviços).
▶️ Arquitetura e vista privilegiada
O arquiteto responsável pelo projeto, José Luiz Lemos, apresentou os detalhes da proposta arquitetônica.
As duas torres, concebidas em formato de “asas”, foram planejadas para proporcionar aos ocupantes diferentes perspectivas da paisagem de Santos, com vistas para o mar, as montanhas e a cidade.
▶️ O projeto hoteleiro
Viviene Boverio, então gerente de Desenvolvimento Brasil da Accor, destacou o desempenho das unidades Ibis e Mercure existentes em Santos.
Segundo ela, os hotéis apresentavam, naquele período, taxas de ocupação superiores à média nacional, situadas entre 80% e 82%, podendo chegar a 100% em determinados momentos.
Para a representante da Accor, esses números demonstravam a crescente inserção de Santos no contexto turístico e empresarial nacional.
🏛️ O Valongo e a transformação do Centro Histórico
O anúncio do complexo comercial e hoteleiro fazia parte de um período de grandes expectativas em relação à revitalização do Valongo e do Centro Histórico de Santos.
A região, marcada pela presença de antigos armazéns portuários, edifícios históricos e importantes referências da história econômica e urbana da cidade, passou a receber diferentes propostas de transformação e requalificação.
O projeto apresentado na época deve ser compreendido, portanto, dentro desse contexto de renovação urbana, valorização do patrimônio histórico e tentativa de atração de novos investimentos para a região central.
📚 Fonte..:: Prefeitura de Santos


