Incra usa GPS para mapear pequenas propriedades rurais de 15 municípios

Georreferenciamento vai ajudar a demarcar limites de cada um dos sítios. Medição passou a ser obrigatória a partir de uma lei aprovada no ano de 2001.

Com o uso de GPS, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) vai mapear pequenas propriedades rurais de 15 cidades da região. O georreferenciamento vai demarcar os limites de cada um dos sítios. O procedimento, que antes era feito manualmente, passou a ser obrigatório a partir de uma lei aprovada em 2001. A mesma lei prevê que o Incra ofereça gratuitamente o serviço para pequenas propriedades, o que começou a ser feito no interior de São Paulo.

Técnicos de uma empresa contratada pelo Incra definem o limite entre uma propriedade e outra. Com esses dados, o sistema consegue definir o tamanho e o desenho da área mapeada. Áreas rurais dos municípios de Aguaí, Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Itobi, Mococa, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Rita do Passa Quatro, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sulterão a medição. Pela média do módulo fiscal, esses imóveis têm área inferior a 90 hectares.

De acordo com o engenheiro agrônomo Josimar França, os métodos utilizados até agora eram pouco confiáveis. “As medidas eram feitas através de trena, cordas ou correntes, que utilizavam as posições de árvores, pedras, e outras coisas como forma de demarcação”, contou.

Renato Cordeiro de Mirando, gestor do serviço de cartografia do Incra, afirma que o serviço tem custo elevado. “É muito caro, infelizmente. O valor para mapear uma área média seria de cerca de R$ 2 mil, pois se trata de um georreferenciamento certificado, o mesmo que estamos proporcionando com isenção de custo ao produtor”, contou.

O produtor rural Carlos Reinaldo de Lima possui uma plantação de jabuticaba em uma área de 2 hectares há 60 anos. A propriedade foi dividida entre os parentes e, apesar de não apresentar problemas, será demarcada pelo Incra. “Ajuda muito, porque a gente não tem que gastar esse dinheiro, ficamos documentados de nossos limites, divisas e, posteriormente, saberemos onde fica a área que é realmente nossa. Além disso, evita que se tenha que entrar na Justiça contra um vizinho por causa de uma área dividida onde o marco era um valo, que depois sumiu e não se sabe mais onde era”, afirmou o produtor.

Fonte..::G1 São Carlos e Região

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