Está localizada na região sudoeste da Ilha de Santo Amaro (Guarujá / SP) entre as praias do Góes e Santa Cruz dos Navegantes, às margens do estuário Santista. É um monumento histórico militar edificado no século XVI (1584), por ordem do rei Filipe I e II da Espanha, na época da união das coroas ibéricas. Protegeu as terras e as águas do estuário de Santos, na Colônia, no Império e na República do Brasil.
Foto e texto Créditos..:: Renato Marchesini
Do século XVI ao século XIX, alguns eventos podem ser destacados: em 1591, atuou contra o corsário inglês Thomas Cavendish: em 1615, contra o corsário holandês Joris van Spilbergen em 1770, no seu apogeu, dispunha de 28 canhões e, em 20 de setembro de 1893, a velha fortaleza cumpriu sua última missão de artilharia, contra o cruzador “República”, na Revolta da Armada, cessando, aí, o troar de seus canhões.
Possui uma capela construída em 1792 que antes serviu como casa da pólvora. A parede do fundo exibe, atualmente, um painel chamado de “Vento Vermelho”, de 20 m², feito com mais de 300.000 pastilhas de vidro do artista plástico Manabu Mabe (1934 – 1997).
Ativa até 1905, perdeu seu valor estratégico e foi substituída pela fortaleza de Itaipu.
A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande teve seu tombamento em 1967 pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e em 1981 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAT), órgão do Governo do Estado de São Paulo.
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