Plantas Medicinais: Exposição Horta Viva no Aquário de Santos SP

O guaco funciona como expectorante, para bronquite e gripe; o alecrim é indicado para problemas circulatórios, é cicatrizante e antisséptico; a hortelã é um vermífugo natural e a sálvia é recomendada para inflamações na boca e garganta, gengivite, aftas; além disso, três folhas por dia previnem o Mal de Alzheimer.

Quer saber mais? A exposição Horta Viva, que fica no Aquário Municipal até 3 de julho, revela estas e outras propriedades medicinais de 75 plantas de 26 espécies, 15 das quais oficialmente reconhecidas e regulamentadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As ervas – além de morango e pimentão amarelo – foram cultivadas em garrafas pet e casca de coco, demandam cinco minutos de atenção por dia e aplicação de húmus apenas uma vez por mês, segundo o herbanário Luiz Antonio Bertino, responsável pela exposição e que há 30 anos dedica-se a esse estudo.

Os usos medicinais das plantas são variados, como conta Bertino: o manjericão é calmante e estimulante da memória; o capim limão serve para cólicas intestinais e quadro leve de insônia; o boldo para distúrbios de estômago e pressão baixa; a carqueja para distúrbios digestivos; o poejo para infecções respiratórias e estimulante de apetite e a melissa é usada como calmante suave e para cólicas abdominais.

Segundo o herbanário, o pau-rosa está em extinção por ser importante fixador para a indústria de perfume e está sendo substituído por manjericão, que produz o linol, com o mesmo resultado final. Ele, entretanto, faz um alerta sobre a importância de se procurar um médico homeopata para ajustar as doses de acordo com cada organismo.

Serviço- A exposição pode ser visitada até 3 de julho, terça a sexta, das 9h às 17h45, e nos finais de semana e feriados, das 9h às 19h45. Endereço: Praça Luiz La Scala s/nº, Ponta da Praia.

..:: É preciso cautela no uso

Mais baratas e disponíveis, já que não dependem de tecnologias avançadas, as plantas medicinais são uma boa alternativa no tratamento de doenças, mas o fato de serem naturais não significa que sejam inofensivas. “Como todo medicamento, é preciso cautela no seu uso para afastar riscos de intoxicação”, alerta o farmacêutico Paulo Lorandi, colunista do “Bom Remédio”, publicada semanalmente no site Jornal da Orla.

Segundo ele, o uso de chás com fins terapêuticos pode causar sérios problemas de intoxicação. “Será que o que você está usando é realmente a planta que você pensa ser? Quanto de planta devo usar para um litro de água? Muitos acham que o chá deve ficar bem “escurinho”, para ficar “forte”. Não é assim, você pode tomar uma sobredose. Quantas xícaras ao dia? Posso tomar tudo de uma vez? As plantas viram panaceia, ou seja, servem para tudo. Não é assim que funciona”

O uso de plantas como forma de tratamento tem origens muito antigas e há acúmulo de informações por sucessivas gerações – informa Paulo Lorandi. “A Organização Mundial de Saúde cunhou o conceito das “Terapêuticas Tradicionais” que, além do uso das plantas, incluem um rol de sistemas terapêuticos como a Medicina Tradicional Chinesa, a Ayurvedica dos indianos, medicina Unani árabe e as diversas formas de medicina indígena”.

Ele conta que os medicamentos de origem vegetal podem ser classificados como fitoterápicos, que são produtos tecnicamente mais elaborados, apresentados na forma final de uso, como, por exemplo, comprimidos, cápsulas e xaropes. “Os fitoterápicos precisam ser registrados na Anvisa e, para isso, comprovar a eficácia contra a doença à qual estão indicados. Diferentemente, das drogas vegetais que são constituídas da planta seca e utilizadas na preparação dos populares chás”.

Fonte..:: Jornal da Orla

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