Quando as Chaves de Quarto de Hotel passaram a ser Pequenos Computadores

Difícil dizer com certeza, mas tudo indica que as primeiras chaves usadas pela humanidade surgiram em Roma. O sistema era bem simples: um prego passando por entre duas argolas, uma em cada aba da porta.

Cartão de Proximidade

O tempo passou, as sociedades ficaram cada vez mais complexas e a necessidade por segurança foi ficando cada vez maior. A tecnologia acompanhou esse movimento e a indústria de chaves e fechaduras se apropriou dos avanços do setor bancário para aperfeiçoar seus produtos. E atualmente os hotéis estão entre os empreendimentos que mais se utilizam dos avanços dessa área para proporcionar maiorsegurança aos hóspedes e até facilitar a gestão de dados.

“O conceito do cartão surgiu nos anos 70. Por quase dez anos era um sistema mecânico. Cada cartão tinha pequenos furos e esses furos eram o segredo”, explica Jessé Resende, fundador e diretor comercial da Saga System, empresa de soluções para fechaduras, cofres e economizadores de energia. “O recepcionista subia com o hóspede até o quarto. Lá, tirava o cartão que estava na fechadura. Depois, separava o cartão duplo que ele tinha em mãos. Metade formava o novo segredo na fechadura e a outra metade ficava com o hóspede”, detalha Resende. Essa dinâmica durou por quase dez anos.

Apenas nos anos 80 elementos eletrônicos foram incorporados. Contudo, ainda assim, lá estavam os “furinhos”. “Na recepção havia uma máquina que perfurava os cartões”, conta Resende. Já nos anos 90 foi introduzida a banda magnética. As fechaduras passaram a ter memória, registrando a entrada e a saída dos hóspedes.

Na virada do milênio foi lançada a tecnologia RFID (identificação por rádio frequência). Com ela, já não era mais necessário inserir o cartão como acontecia na fase dos furos e da banda magnética. “Tudo o que é só encostar é RFID, que funciona com chip no cartão e antena”, explica Resende. Então a Philips lançou o padrão MyFare que ganhou o mercado. “Até a fechadura de banda magnética você tinha toda a eletrônica embarcada na fechadura. Depois, o cartão ganhou poder. Parte da eletrônica está nele”, detalha.

No cartão magnético há apenas três posições. Já o cartão com chip possui 16 posições onde é possível inserir os mais variados tipos de dados. Pode ser milhagens, controle de acesso, dinheiro eletrônico, etc. “O cartão, quando encostado na fechadura, pode não só abrir a porta como também recolher todos os dados que estão nela. Antes, isso só podia ser feito por meio de um coletor de dados”, comenta. No começo, uma fechadura MyFare custava o dobro da que utilizava rádio frequência. Hoje, a diferença de preço é mínima, pode não chegar a R$50.

A tendência agora é o NFC (Near Field Communication). Ainda em fase de teste, trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio de curto alcance. E o que parece ser um ponto fraco é, na verdade, sua maior utilidade. Afinal, é necessário que dois dispositivos estejam próximos o bastante para que uma porta seja aberta ou uma conta seja paga, por exemplo. Outra vantagem é que essa tecnologia pode ser embutida em smartphones e aplicativos tornam possível a execução das funções que mencionamos. Isso permite que diversas operações sejam realizadas via o próprio celular do cliente. É algo similar com o que publicamos em Hosteltur Brasil Notícias de Hotéis Smartphone será usado como chave do quarto de hotel.

Pulseira de Proximidade

Outras tendências são as fechaduras online, que repassam os dados diretamente para servidores e também a biometria. Contudo, assim como o NFC, ainda são bastante caras e carecem de melhorias técnicas para tornar realmente viável a sua adoção pelos empreendimentos.

Saga System – Tel/Fax: (11) 3225-0908 | 3222-0524 – www.sagasystems.com.br

Fonte..:: Guia GPHR

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