Baixada Santista tem 64,6% do Território em Área de Preservação

A região também guarda um patrimônio ecológico de valor incalculável. No total, 64,6% do território das nove cidades é ocupado por áreas de preservação ambiental permanente, que engobla manguezais, restinga e florestas.

Por..:: Rafaella Martinez

Parque Estadual Xixová Japuí / Foto de..:: Renato Marchesini

Entre o crescimento econômico e a natureza: lar do maior porto da América Latina e de um dos mais importantes polos industriais do Brasil, a Baixada Santista também guarda um patrimônio ecológico de valor incalculável. No total, 64,6% do território da região é ocupado por áreas de preservação ambiental permanente.

Parques ecológicos, florestas, manguezais e restinga são ecossistemas presentes em abundância na região onde nasceu o Brasil e que hoje é responsável também por aproximadamente 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista. 

A cidade com o maior percentual de área em território de preservação é Bertioga: 92%, o que equivale a 452,22 km² de mata atlântica, manguezais e restinga. A Prefeitura possui o setor de fiscalização ambiental, que desenvolve ações para diversas diretrizes, como resíduos sólidos, saneamento (água e esgoto), queimada urbana e ocupação irregular de áreas verdes públicas dos loteamentos. Todas essas diretrizes impactam nas áreas de proteção.

Na sequência aparece Peruíbe, com quase 80% do território (260,97 Km²) coberto pelo bioma da Mata Atlântica e Manguezal. A Prefeitura faz o trabalho de fiscalização e monitoramento ambiental alinhada a atividades educativas e informativas. 

Mongaguá aparece com 79% do município (112,97 km²) em área é de preservação ambiental de floresta de Mata Atlântica. A Administração mantém a Diretoria de Meio Ambiente para tratar sobre atividades de âmbito ambiental e possui vínculos com a Polícia Militar Ambiental, ONGs , Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Conselho Municipal de Meio Ambiente. 

Com 196,42 km², cerca de 70% da área total classificada como Área de Proteção Ambiental, Santos está situada dentro dos limites do Parque Estadual da Serra do Mar e abriga uma grande área de Mata Atlântica. A maior parte desse total está localizada na área continental do município. Dentro da área insular existe também, atualmente, o Parque Natural Municipal do Engenho dos Erasmos, incluindo a área das ruínas do engenho e área de mata ao redor.

“Em algumas dessas áreas até existe permissão de construção e utilização, porém dentro de limites estritos estabelecidos na legislação municipal, estadual e federal de proteção ambiental, sendo nas áreas de proteção integral vedada a utilização divergente da conservação dos ecossistemas naturais”, destaca a nota enviada à redação.

São Vicente e Cubatão possuem 68,75% e 62,60% do território em área de preservação, respectivamente. A primeira cidade do Brasil apresenta poucas áreas de preservação na parte insular. Já na Área Continental são encontrados importantes remanescentes de florestas ombrófilas Montana, Submontana e de Terras Baixas, além de ecossistemas de restinga e vastas extensões de manguezais. 

Em Cubatão 92,63 km² (62,6% do território) é de área de preservação. Desses, 65,40 km² pertencem ao Estado (44,20%) e 27,23 km² ao município (18,40%). A cidade possui uma Comissão Permanente de Controle e Contenção de Ocupações do município, por meio da portaria 1038 de dezembro de 2018. Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente, via Diretoria de Educação e Gestão Ambiental, trabalha na conscientização da população com o objetivo de transmitir a informação sobre a preservação dos mangues e descarte correto de resíduos . 

Já as cidades de Guarujá, Itanhaém e Praia Grande apresentam 40%, 39,78% e 39,20% respectivamente de áreas em preservação permanente. A pérola do Atlântico tem 15% de mangues preservados e nas praias a vegetação predomina. Já  Itanhaém tem convênios com o Governo do Estado no Projeto Litoral Sustentável que visa proteger a zona de amortecimento dos parques estaduais. Praia Grande mantém fiscalização constante dessas áreas, através de equipes que coíbem a degradação desses ecossistemas em apoio a Polícia Ambiental.

Complexos rurais e parques turísticos de diversos biomas: a Baixada Santista possui diversas áreas de preservação que fomentam o turismo ambiental no Estado de São Paulo. 

Bertioga apresenta vários pontos turísticos. Sob a tutela ambiental, o mais recente ponto de desenvolvimento eco turístico está voltada ao Parque Estadual Restinga de Bertioga (PERB), com a publicação do Plano de Manejo do Parque. 

Em Mongaguá, as áreas de preservação ambiental também são espaços em que se pode fazer turismo. Exemplos são o Complexo Rural; o Parque Estadual da Serra do Mar (núcleo Curucutu); o Parque Turístico Umberto Salomone, conhecido como Poço das Antas e os passeios pelos rios do município.

Em São Vicente existem quatro áreas protegidas: o Parque Ecológico Voturuá, o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), o Parque Estadual Xixová-Japuí (PEXJ) e a APA Marinha Litoral Centro (APAMLC), sendo que os três últimos são unidades de conservação.

Já Praia Grande possui o Parque Estadual da Serra do Mar; o Parque Estadual Xixová Japuí e a área do Parque Municipal Piaçabuçu, que abrange uma área de 7,96 km² equivalente a 5,33% do território, em sua maior parte constituída por manguezais, áreas consideradas de preservação permanente.

As praias, marinas e atividades de ecoturismo na APA Serra do Guararu são espaços turísticos preservados de Guarujá. Já em Cubatão, são considerados pontos turísticos o Parque Ecológico do Perequê; Parque Cotia-Pará; Caminhos do Mar e Núcleo Itutinga-Pilões, estes últimos inseridos no Parque Estadual da Serra do Mar. As cidades de Itanhaém, Peruíbe e Santos possuem diversos atrativos turísticos em áreas de preservação.

Fonte..::  Diário do Litoral – Matéria do dia 03fev2019.

Para Roteiros de Ecoturismo na Baixada Santista / WWW.R9TURISMO.COM

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