Afinal, a quem serve o Fundo Eleitoral?
Os R$ 2 bilhões destinados ao financiamento das campanhas municipais revelam uma prioridade questionável. A verba, gerida pelas cúpulas dos partidos, costuma favorecer políticos que já possuem mandato, dificultando a renovação e mantendo o status quo.
Por..:: Renato Marchesini
No cenário atual, é impossível não concluir que esses recursos seriam muito mais úteis no enfrentamento à pandemia, salvando vidas e estruturando o futuro do país. No entanto, assistimos a um espetáculo de prioridades invertidas.
Por que a indignação parece adormecida? A resposta pode estar na alienação descrita pelo geógrafo Milton Santos: ela se alimenta da nossa fragilidade em identificar o que nos une, focando apenas no que nos separa.
É hora de despertar. Onde há fumaça, há fogo, e o silêncio diante desses valores é o combustível que mantém esse sistema funcionando.



