FARINHA DE BANANA
O melhor alimento para as crianças e para todas as pessoas de digestão difícil.
Bananas Secas: O que há de mais bem preparado e acondicionado nesse gênero – fabricados pela Indústria Exploradora de Produtos Nacionais.
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Local: Vila Alzira
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Ponto de Venda: Casa Francisco de Carvalho Alves
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Endereço: Rua 15 de Novembro, 7 (baixos) – Santos
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Fonte: Jornal Diário de Santos, 07 de dezembro de 1910.
Por..:: Eduardo B. Veriot
De descendência francesa, o Sr. Veriot nasceu em Santos e, por muitos anos, tomou parte ativa no desenvolvimento comercial e industrial de sua cidade natal. Na sua mocidade, viajou pela Europa (Itália, França, Espanha e Portugal) para estudar os métodos do comércio local.
O Sr. Veriot esteve ligado a várias empresas em Santos e, por ocasião da fundação da Bolsa, em 1903, foi um dos nomeados como corretor de fundos públicos.
Em 1910, organizou a Companhia de Pesca Santos (com capital de Rs. 800:000$000) e, em 1911, a Cia. de Exportação de Frutas. É dele também a ideia da Indústria Exploradora de Produtos Nacionais, inaugurando um novo elemento de prosperidade para a vida industrial de Santos.
..:: A Fábrica e a Produção
O Sr. Veriot é proprietário da Indústria Exploradora de Produtos Nacionais (Vila Alzira), que se ocupa da manufatura de farinha de banana, cuja marca principal é a Alimentosa. Recentemente, organizou a Cia. Construtora de Santos e a Cia. Rendas e Bordados.
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Infraestrutura: Construiu, na Avenida Conselheiro Nébias, nº 320, uma fábrica movida à eletricidade, onde empregava 22 operários.
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Matéria-prima: Possuía, nas vizinhanças de Santos, 500.000 hectares de plantações de banana.
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Capacidade: A fábrica consumia 20.000 bananas a cada 24 horas (cerca de 3.000 cestas por mês).
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Volume: A produção de farinha de banana era de 5.000 latas por mês.
..:: O Processo de Fabricação
O modo de manufaturar a farinha consistia em descascar a fruta e submetê-la a dois processos de cozedura: o primeiro à pressão de 100°C e o segundo a 120°C. Só então o fruto era moído e novamente cozido a vapor, sob pressão de 150°C. Após esse último processo, obtinha-se a farinha que, submetida a análises, provou possuir valiosas qualidades nutritivas.
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Fonte: Livro Impressões do Brasil no Século Vinte (1913) / Acervo da Associação Comercial de Santos.



