O artigo de Renato Marchesini, apresentado no Congresso Internacional Movimentos Docentes (2024), aborda um tema que vem ganhando força nas ciências sociais e no turismo: a Necroturismo (ou turismo cemitérial) e sua função pedagógica.
ARTIGO PUBLICADO
MARCHESINI, Renato. A Importância dos Túmulos para a Educação Patrimonial e o Turismo Mundial. In: Congresso Internacional Movimentos Docentes, 2024,
On-line. Anais […]. Diadema: UNIFESP, 2024. Vol. 1. p.279-287. ISBN
978-65-6063-067-3, DOI 10.47247/LV/6063.067.3
Abaixo, apresento um resumo estruturado dos principais pontos discutidos no texto:
1. O Conceito Central: Necroturismo e Educação
O autor defende que os cemitérios não devem ser vistos apenas como locais de luto, mas como museus a céu aberto. Eles são repositórios de arte, história, genealogia e arquitetura. O artigo foca em como esses espaços podem ser utilizados para a Educação Patrimonial, ajudando a sociedade a compreender sua própria evolução cultural.
2. A Importância Histórica e Artística
Marchesini destaca que os túmulos e jazigos refletem:
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Estilos Arquitetônicos: Do barroco ao modernismo, as necrópoles preservam tendências que muitas vezes já desapareceram das ruas das cidades.
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Simbologia Funerária: A análise de esculturas (anjos, tochas invertidas, ampulhetas) que revelam como diferentes épocas encaravam a morte e a vida.
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Personagens Históricos: A visitação a túmulos de personalidades (como o de Tebas, já mencionado em nossas conversas, ou figuras políticas) serve como ponto de partida para aulas de história prática.
3. O Turismo Mundial como Vetor de Preservação
O artigo relaciona o interesse crescente por cemitérios famosos no mundo — como o Père-Lachaise em Paris ou o Recoleta em Buenos Aires — com a economia do turismo. Essa movimentação gera recursos e visibilidade para a preservação desses espaços, que muitas vezes sofrem com o abandono ou vandalismo.
4. Aplicação na Docência (Movimentos Docentes)
Como o trabalho foi apresentado em um congresso voltado à educação, Marchesini enfatiza o papel do professor. Ele sugere que visitas guiadas a cemitérios podem ser ferramentas poderosas para:
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Discutir a memória local.
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Estudar epidemias passadas (através das datas e causas de morte em períodos específicos).
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Analisar a estratificação social (as diferenças entre túmulos monumentais e valas comuns).
5. Conclusão do Autor
A obra conclui que a valorização dos túmulos como patrimônio cultural é essencial para que as futuras gerações compreendam a identidade de seu povo. Ao transformar o “lugar dos mortos” em um “espaço de aprendizado para os vivos”, promove-se o respeito à memória e a conservação do patrimônio histórico.
Para Saber Mais..:: https://www.vveditora.com/eventos/978-65-6063-067-3




