✈️ O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos – Governador André Franco Montoro, conhecido popularmente como Aeroporto de Cumbica ou simplesmente GRU Airport, é um dos principais equipamentos de infraestrutura aeroportuária do Brasil e um dos mais importantes centros de conexões aéreas da América Latina. Localizado no município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, sua história está diretamente relacionada ao crescimento da aviação comercial brasileira, à expansão econômica de São Paulo e à necessidade de conectar o país aos grandes centros urbanos do mundo.
Por ..:: Renato Marchesini / Guia de Turismo, Bacharel em Turismo, Historiador, Geógrafo e Biólogo, com Pós-Graduação em Ecoturismo, Gestão Pública, Gestão em Projetos, RH e Projetos Sociais, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Direitos Humanos, História do Brasil (Contemporânea, Indígena e Afro-brasileira), História da América, Arqueologia e Patrimônio e Mestre em Ciências.

✈️ A necessidade de um novo gigante: Dos anos 1950 aos anos 1970
A história do Aeroporto de Guarulhos começou a ser construída décadas antes de sua inauguração. O crescimento acelerado da economia brasileira, especialmente de São Paulo, provocou uma expansão significativa do transporte aéreo comercial.
Até a década de 1970, Aeroporto de Congonhas era o principal aeroporto de São Paulo para a aviação comercial, enquanto o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, também desempenhava papel importante, especialmente em determinadas operações de maior alcance.
Entretanto, a evolução tecnológica da aviação começou a modificar completamente as necessidades da infraestrutura aeroportuária.
A chegada dos grandes aviões a jato e das aeronaves de fuselagem larga, capazes de transportar centenas de passageiros e grandes quantidades de combustível, exigia pistas mais extensas, áreas de segurança maiores, pátios ampliados e terminais capazes de receber um volume crescente de passageiros.
Congonhas, por sua vez, estava cercado pelo crescimento urbano da capital paulista. Sua localização, excelente para atender a cidade, tornou-se também uma limitação para uma grande expansão física.
Era necessário encontrar uma nova área.
🏗️ Cumbica: A escolha de uma grande área para o futuro
Nesse contexto, o governo federal escolheu uma extensa área localizada em Cumbica, no município de Guarulhos, para implantar um novo complexo aeroportuário.
A localização apresentava uma vantagem estratégica: permitia a construção de uma infraestrutura muito maior do que seria possível em Congonhas, além de estar conectada às principais rodovias que ligavam São Paulo a outras regiões do país.
O projeto representava muito mais do que a construção de um aeroporto. Tratava-se de criar uma nova porta internacional do Brasil, capaz de receber aeronaves de grande porte, aumentar a oferta de voos internacionais e atender ao crescimento econômico e turístico de São Paulo.
A escolha de Guarulhos também contribuiu para reforçar a importância da Região Metropolitana de São Paulo como grande eixo econômico, logístico e turístico nacional.
🛫 1985: Nasce o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos
Depois de anos de planejamento e obras, o aeroporto foi inaugurado em 20 de janeiro de 1985.
O novo aeroporto passou a desempenhar uma função estratégica para a aviação brasileira. Sua criação permitiu transferir grande parte das operações internacionais que anteriormente dependiam de Congonhas, oferecendo uma infraestrutura mais adequada para as novas gerações de aeronaves.
Nos primeiros anos, o complexo ainda era muito diferente do enorme aeroporto conhecido atualmente.
A expansão seria gradual, acompanhando o próprio crescimento da demanda.
🛬 1989: Uma segunda pista para uma nova fase da aviação
Quatro anos depois da inauguração, ocorreu outra transformação fundamental. Em 1989 entrou em operação a segunda pista, com aproximadamente 3,7 quilômetros de extensão.
A nova pista aumentou a capacidade operacional do aeroporto e permitiu atender melhor aeronaves de grande porte, especialmente aquelas utilizadas em voos internacionais de longa distância.
Essa infraestrutura foi fundamental para consolidar Guarulhos como um dos principais aeroportos internacionais do país.
A segunda pista também simbolizava uma mudança de escala: São Paulo passava a contar com uma infraestrutura aeroportuária planejada para uma aviação cada vez mais globalizada.
🏢 1993: A inauguração do Terminal 2
Em 1993, foi concluída a primeira grande expansão do complexo, com a abertura do Terminal 2.
A ampliação aumentou significativamente a capacidade de atendimento e permitiu que o aeroporto acompanhasse o crescimento do número de passageiros.
A partir desse período, Guarulhos consolidou-se ainda mais como o principal aeroporto internacional de São Paulo.
A expansão também acompanhava uma transformação maior da sociedade brasileira: o aumento das viagens de negócios, do turismo internacional, da circulação de estudantes, trabalhadores e turistas e da integração do Brasil à economia global.
🏛️ 2001: O nome Governador André Franco Montoro
Em 2001, o aeroporto recebeu oficialmente o nome Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos – Governador André Franco Montoro, em homenagem ao ex-governador do estado de São Paulo André Franco Montoro.
A denominação oficial permanece até hoje, embora no cotidiano milhões de passageiros utilizem simplesmente os nomes Guarulhos, Cumbica ou GRU.
O código aeroportuário GRU tornou-se uma das identificações mais conhecidas da aviação brasileira.
🗼 2004: Modernização da torre de controle
Outro momento importante ocorreu em 2004, quando foi concluída a modernização da torre de controle do aeroporto.
A modernização fazia parte de um processo mais amplo de atualização da infraestrutura aeroportuária.
Com o aumento do número de voos e a utilização de aeronaves cada vez maiores, tornou-se necessário modernizar não apenas terminais e pistas, mas também os sistemas de controle, comunicação e segurança operacional.
💼 2012: Uma nova era com a concessão à iniciativa privada
O ano de 2012 marcou uma das maiores mudanças da história de Guarulhos. Em fevereiro daquele ano, o aeroporto foi concedido à iniciativa privada em leilão realizado na BM&FBovespa. O contrato foi assinado em 14 de junho de 2012, e a concessão entrou em vigor em 11 de julho de 2012, inicialmente pelo prazo de 20 anos.
O modelo estabeleceu uma parceria entre a concessionária privada e a Infraero, que permaneceu com participação de 49%, enquanto a concessionária passou a deter 51%. A mudança tinha como objetivo ampliar, modernizar, manter e explorar a infraestrutura aeroportuária.
A transformação ocorreu justamente em um período de grande crescimento do transporte aéreo brasileiro e de preparação para receber grandes eventos internacionais, entre eles a Copa do Mundo de 2014.
🏢 2012: O antigo Terminal 4 transforma-se no atual Terminal 1
Ainda em 2012, foi inaugurado o Terminal 4, posteriormente incorporado à atual organização do aeroporto como Terminal 1.
A criação desse terminal ampliou a capacidade do complexo justamente em um momento em que o transporte aéreo brasileiro registrava forte crescimento.
Em novembro de 2015, ocorreu uma reorganização importante da numeração: os antigos Terminais 1 e 2 foram unificados e passaram a formar o atual Terminal 2, enquanto o antigo Terminal 4 passou a ser denominado Terminal 1.
Essa alteração explica por que fotografias e documentos históricos podem apresentar uma numeração diferente daquela encontrada atualmente.
🌎 2013–2014: GRU Airport e o novo Terminal 3
Durante a transição para a nova administração, o aeroporto ganhou a marca GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo.
Mas a grande transformação veio em 2014, com a inauguração do Terminal 3. Com aproximadamente 192 mil metros quadrados, o novo terminal foi construído em apenas 1 ano e 9 meses, uma obra de grande importância para a infraestrutura aeroportuária brasileira.
O Terminal 3 foi concebido para ampliar a capacidade internacional do aeroporto e oferecer uma estrutura compatível com grandes companhias aéreas e aeronaves de longo curso.
Sua construção representou uma mudança significativa no padrão arquitetônico e operacional do complexo. O aeroporto passava a ter uma estrutura capaz de receber, simultaneamente, um número muito maior de passageiros nacionais e internacionais.
🧭 2015: A organização atual dos terminais
A partir da reorganização realizada em 2015, o complexo passou a operar com três terminais de passageiros: Terminais 1, 2 e 3, além de um terminal de cargas.
Atualmente, a distribuição das companhias é organizada de maneira mais clara:
- Terminal 1: concentra principalmente operações da Azul em voos domésticos.
- Terminal 2: concentra grande parte das operações domésticas e algumas operações internacionais.
- Terminal 3: concentra grande parte das operações internacionais de longo curso.
A própria administração do aeroporto disponibiliza mapa atualizado para localização das companhias aéreas, justamente porque a distribuição pode sofrer alterações ao longo do tempo.
✈️ Estrutura atual dos terminais
Atualmente, o GRU Airport possui três terminais de passageiros e um terminal de cargas.
- O Terminal 1 possui os portões 101 a 109 e é associado principalmente às operações domésticas da Azul.
- O Terminal 2 possui áreas de check-in B, C, D e E e concentra uma parcela significativa dos voos domésticos, além de determinadas operações internacionais.
- O Terminal 3 possui os portões 301 a 332 e concentra numerosas companhias internacionais.
Entre as empresas que aparecem na distribuição atual do aeroporto estão LATAM, GOL, Azul, Aerolíneas Argentinas, Avianca, Air France, American Airlines, Emirates, Lufthansa, Qatar Airways, TAP, United, Turkish Airlines, Iberia, KLM, Air Canada, Copa Airlines, entre outras. A distribuição oficial deve sempre ser consultada antes da viagem, pois pode sofrer alterações operacionais.
🚊 O aeroporto sobre trilhos: CPTM e Linha 13-Jade
Uma das grandes transformações na acessibilidade de GRU foi a implantação da ligação ferroviária com São Paulo.
A Linha 13-Jade da CPTM conecta o aeroporto ao sistema ferroviário metropolitano, com integração à Linha 12-Safira na estação Engenheiro Goulart.
Também existe o Expresso Aeroporto, que conecta a região aeroportuária a estações importantes do sistema metroferroviário paulista, oferecendo uma alternativa de transporte público para passageiros e trabalhadores.
A estação Aeroporto-Guarulhos não fica dentro dos terminais. A ligação entre a estação e os terminais pode ser realizada gratuitamente por ônibus ou pelo sistema automatizado de transporte.
Essa conexão ferroviária possui grande importância turística e urbana porque reduz a dependência exclusiva do transporte rodoviário.
🚝 People Mover e a integração entre os terminais
Outra transformação importante foi a implantação do sistema automatizado de transporte entre a estação ferroviária e os terminais.
O People Mover, também conhecido como Aeromóvel, representa uma nova etapa na integração entre o transporte ferroviário e o aeroporto.
A solução facilita a movimentação dos passageiros que chegam de trem e precisam alcançar os terminais de embarque.
Além disso, o GRU Airport mantém transporte interno gratuito entre os Terminais 1, 2 e 3. Atualmente, o serviço de traslado por ônibus opera entre os terminais das 4h à meia-noite, com tempo de espera informado de até 15 minutos.
🛣️ Acesso rodoviário: Hélio Smidt, Dutra e Ayrton Senna
Apesar da expansão do transporte ferroviário, o acesso rodoviário continua fundamental.
A principal ligação viária com o aeroporto é feita pela Rodovia Hélio Smidt, que conecta o complexo à Rodovia Presidente Dutra e à Rodovia Ayrton Senna.
Essa localização contribuiu decisivamente para a escolha de Guarulhos como grande aeroporto internacional de São Paulo.
O aeroporto está inserido em uma região estratégica da infraestrutura logística paulista, próxima a importantes corredores rodoviários e industriais.
🧳 Guarda-volumes: Uma facilidade para passageiros em conexão
Para passageiros que possuem conexões prolongadas ou desejam conhecer a região sem carregar suas malas, o GRU Airport disponibiliza serviço de guarda-volumes operado pela Malex.
Segundo as informações atuais do aeroporto, o serviço está disponível nos Terminais 2 e 3. O Terminal 2 possui atendimento 24 horas, enquanto o atendimento informado para o Terminal 3 ocorre das 7h às 19h.
Esse serviço é particularmente interessante para quem possui algumas horas entre voos e pretende utilizar esse intervalo para descansar, trabalhar ou realizar uma visita rápida à região.
Os horários e condições devem ser confirmados diretamente antes da utilização, pois podem sofrer alterações.
💎 Salas VIP: Conforto durante a espera
O crescimento do tráfego internacional também transformou o aeroporto em um importante centro de serviços para passageiros.
O complexo possui diversas salas VIP, distribuídas entre as áreas de embarque doméstico e internacional.
Entre os espaços e redes presentes no aeroporto estão salas vinculadas a companhias aéreas, bandeiras de cartões e programas de acesso.
Entre as opções conhecidas estão:
- W Premium Lounge;
- GOL Premium Lounge;
- LATAM Lounge;
- Mastercard Black Lounge;
- Visa Infinite Lounge;
- The Centurion Lounge, associado à American Express;
- salas vinculadas a companhias e alianças internacionais.
O acesso depende do perfil do passageiro, do cartão utilizado, do programa de fidelidade, da companhia aérea, da classe da passagem e das regras vigentes no momento da viagem.
Por isso, não basta possuir um cartão considerado premium: é importante verificar previamente se ele oferece acesso à sala específica e em quais condições.
🛏️ Hotéis e espaços para descanso
Para passageiros que precisam permanecer algumas horas no aeroporto, GRU também oferece alternativas de hospedagem e descanso.
Uma das opções conhecidas é o TRYP by Wyndham São Paulo Guarulhos Airport, localizado na área de trânsito internacional do Terminal 3.
Por estar em área restrita, seu acesso está relacionado às condições de trânsito internacional do passageiro.
Outra alternativa são os espaços de descanso localizados nas áreas dos terminais e serviços voltados a passageiros que precisam aguardar algumas horas entre voos.
Para quem permanece na área pública, existem opções de hospedagem de curta duração próximas aos terminais, além de hotéis localizados no entorno do aeroporto.
🏨 Um aeroporto que também funciona como cidade
Um aeroporto internacional moderno deixou de ser apenas um lugar onde aeronaves pousam e decolam.
Em GRU, o passageiro encontra restaurantes, cafeterias, lojas, serviços bancários, casas de câmbio, espaços comerciais, salas VIP, serviços de transporte, locadoras, hotéis e diversas outras facilidades.
O aeroporto tornou-se, portanto, uma espécie de cidade dentro da cidade, com milhares de pessoas circulando diariamente entre passageiros, funcionários, tripulações, prestadores de serviços, comerciantes e profissionais da logística.
Essa característica é particularmente importante para compreender o papel econômico de Guarulhos.
📦 Muito além dos passageiros: O terminal de cargas
A importância de GRU não está limitada ao transporte de pessoas.
O complexo também possui uma importante estrutura de carga aérea, fundamental para o comércio exterior brasileiro.
O terminal de cargas possui aproximadamente 98,6 mil metros quadrados, incluindo estruturas para importação, exportação, cargas restritas, encomendas expressas e produtos que necessitam de controle especial de temperatura.
Esse setor é fundamental para o transporte de produtos de alto valor agregado, componentes industriais, equipamentos tecnológicos, medicamentos, produtos perecíveis e mercadorias que necessitam de rapidez logística.
Dessa maneira, GRU funciona simultaneamente como infraestrutura turística, comercial, logística e estratégica para a economia brasileira.
🌎 GRU e o turismo internacional
Do ponto de vista turístico, o aeroporto possui uma importância extraordinária.
Para muitos visitantes estrangeiros, GRU é a primeira imagem do Brasil.
É por meio dele que turistas chegam a São Paulo para depois seguir para destinos como Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Salvador, Brasília, Florianópolis, Recife, Fortaleza, Manaus e inúmeras outras regiões brasileiras.
Ao mesmo tempo, milhares de brasileiros utilizam o aeroporto para viajar para destinos internacionais.
Isso transforma GRU em uma peça essencial da cadeia produtiva do turismo.
Hotéis, restaurantes, transportadoras, agências de viagens, guias de turismo, empresas de eventos, comércio, atrativos turísticos e diversos outros setores são impactados direta ou indiretamente pelo fluxo de passageiros.
📊 2025: Um novo recorde histórico
A importância de Guarulhos ficou ainda mais evidente em 2025.
Dados divulgados pelo ACI-LAC – Airports Council International Latin America and the Caribbean apontaram que o aeroporto movimentou aproximadamente 47,17 milhões de passageiros em 2025, crescimento de cerca de 8,3% em relação a 2024.
Com esse resultado, GRU voltou a ocupar a primeira posição entre os aeroportos mais movimentados da América Latina e do Caribe, superando o Aeroporto El Dorado, de Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.
O número também representa um novo recorde histórico para o aeroporto.
Em 2019, antes dos impactos da pandemia de covid-19 sobre a aviação mundial, GRU havia registrado aproximadamente 43 milhões de passageiros. O resultado de 2025 superou significativamente essa marca.
🌐 Guarulhos no cenário da aviação mundial
O crescimento de GRU revela uma transformação maior da posição brasileira no sistema internacional de transporte aéreo.
O aeroporto conecta São Paulo diretamente ou por meio de conexões a diversos destinos da América do Sul, América do Norte, Europa, África e Oriente Médio.
Essa rede transforma Guarulhos em um importante hub internacional, permitindo que passageiros de diferentes cidades brasileiras utilizem São Paulo como ponto de conexão para viagens internacionais.
Ao mesmo tempo, passageiros estrangeiros utilizam GRU como porta de entrada para conhecer diferentes regiões do Brasil.
🏙️ Guarulhos e a transformação urbana
A implantação do aeroporto também provocou profundas transformações no município de Guarulhos.
O complexo passou a estimular atividades relacionadas a hotelaria, gastronomia, transporte, logística, comércio, serviços, construção civil e turismo.
Ao longo das décadas, o aeroporto ajudou a consolidar uma economia aeroportuária no seu entorno.
Essa transformação também trouxe desafios: mobilidade urbana, trânsito, ocupação territorial, impactos ambientais, ruído aeronáutico, pressão sobre infraestrutura pública e necessidade de planejamento urbano permanente.
Assim, a história do aeroporto também é uma história sobre desenvolvimento urbano e seus conflitos.
🌱 Infraestrutura, sustentabilidade e os desafios do futuro
O crescimento da aviação traz oportunidades, mas também impõe responsabilidades.
Um grande aeroporto precisa lidar com questões relacionadas a emissões atmosféricas, consumo de energia e água, geração de resíduos, mobilidade, ruído, ocupação territorial e conservação ambiental.
Nesse sentido, o futuro de GRU depende não apenas da construção de novas estruturas, mas de uma visão integrada de desenvolvimento.
O desafio consiste em conciliar mobilidade, turismo, economia, segurança, eficiência operacional e sustentabilidade.
🧭 GRU como patrimônio da história da aviação brasileira
Ao olhar para a trajetória do aeroporto desde 1985, é possível perceber que Guarulhos acompanhou praticamente todas as grandes transformações da aviação comercial brasileira.
- 1985: inauguração do aeroporto.
- 1989: entrada em operação da segunda pista.
- 1993: inauguração do Terminal 2.
- 2001: adoção do nome Governador André Franco Montoro.
- 2004: modernização da torre de controle.
- 2012: concessão à iniciativa privada e inauguração do então Terminal 4.
- 2013: consolidação da marca GRU Airport.
- 2014: inauguração do Terminal 3.
- 2015: reorganização e renumeração dos terminais.
- 2025: novo recorde histórico, com aproximadamente 47,17 milhões de passageiros e liderança entre os aeroportos da América Latina e do Caribe.
Cada uma dessas etapas representa uma fase da evolução econômica, tecnológica e social do Brasil.
✈️ De Cumbica ao GRU Airport
A história do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é, portanto, muito maior do que a história de pistas, terminais e aeronaves.
Cumbica nasceu da necessidade de criar uma infraestrutura compatível com uma São Paulo que crescia rapidamente.
Depois, transformou-se em uma grande porta internacional do Brasil.
Hoje, GRU é simultaneamente aeroporto, centro logístico, polo econômico, equipamento turístico e importante conexão entre o Brasil e o mundo.
Sua trajetória demonstra como a infraestrutura de transportes pode transformar territórios e influenciar profundamente a economia, o turismo e a própria organização espacial de uma metrópole.
Mais de quatro décadas depois de sua inauguração, o aeroporto continua em transformação.
E a história ainda está sendo escrita a cada pouso, cada decolagem, cada conexão e cada viajante que atravessa seus terminais.
📚 Fontes e referências para aprofundamento
A cronologia histórica foi conferida principalmente com informações institucionais do GRU Airport e da ANAC, incluindo a inauguração de 1985, a segunda pista de 1989, o Terminal 2 em 1993, a mudança de nome em 2001, a concessão de 2012, o Terminal 4/atual Terminal 1 e a inauguração do Terminal 3 em 2014.
Para informações de viagem, localização das companhias e organização dos terminais, recomenda-se consultar o mapa oficial do GRU Airport, pois a distribuição das empresas pode ser alterada por decisões operacionais.
Para transporte público, a CPTM disponibiliza informações sobre a Linha 13-Jade, a estação Aeroporto-Guarulhos e o Expresso Aeroporto.
💬 Espaço do Leitor
🔰 Na sua opinião, o Aeroporto Internacional de Guarulhos é apenas um equipamento de transporte ou já pode ser considerado um dos principais símbolos do turismo, da economia e da integração internacional do Brasil? Conte nos comentários qual foi sua experiência em GRU e que transformação você considera mais importante na história do aeroporto. 🔰


