😵💫 É difícil compreender a insistência em modelos retrógrados de incineração quando o caminho mais viável já é conhecido. Por que não priorizarmos a construção de Usinas e Cooperativas de Reciclagem para resíduos inorgânicos, aliadas à compostagem e vermicompostagem para a fração orgânica? Esse é um modelo ecologicamente correto e socialmente justo.
Por: Renato Marchesini — Biólogo, Geógrafo, Historiador, com Pós-graduações em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Direitos Humanos e Mestre em Ciências.

Classificar a incineração de resíduos como “energia limpa” é um equívoco conceitual grave. Se a justificativa para esses projetos é a expansão da matriz energética, dispomos de alternativas verdadeiramente limpas e renováveis, como a eólica e a solar.
Caso o objetivo seja aproveitar o potencial do lixo, a resposta está na captura do biogás gerado pela decomposição anaeróbica em aterros sanitários controlados. A queima do biogás em termoelétricas evita a emissão direta de metano (CH₄), gera eletricidade e reduz gases de efeito estufa, além de proteger o solo e os lençóis freáticos.
Vale ressaltar que projetos voltados ao aproveitamento de biogás e à não emissão de poluentes enquadram-se nos mecanismos de Créditos de Carbono e no Mercado Florestal/Ambiental (como previam os acordos internacionais do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL), viabilizando o desenvolvimento sustentável de forma financeira e ecológica.
Precisamos de reflexão, debate amplo e responsabilidade pública. Os recursos do Planeta Terra são finitos. O verdadeiro ciclo da sustentabilidade exige praticar os 4 R’s: Reeducar, Reduzir, Reaproveitar e Reciclar.
💡 Iluminemos nossas consciências.


